domingo, 30 de novembro de 2008

SUCESSO - ATÉ CONSEGUIR

Sucesso – Tentar Até Conseguir
(Uma ação tática bem sucedida)


Consta que Thomas Alva Edson fez algo em torno de duas mil tentativas para, finalmente inventar a lâmpada elétrica. Um repórter lhe perguntou o que ele achava de ter fracassado tantas vezes em busca de seu objetivo. Edson respondeu que não fracassara nenhuma vez, apenas tinha completado um processo de dois mil passos. Não vamos encontrar na história da humanidade ninguém que tenha sido bem sucedido sem antes colecionar fracassos sucessivos. Esta é uma das grandes qualidades dos vencedores; fracassar muitas vezes e transformar cada suposto fracasso em degraus de uma escalada maior. Fracassar neste caso tem mais a ver com desistir de tentar, porque não tentar é mais cômodo e do que correr riscos. Os vencedores têm visão de longa distancia que lhes permite manter metas e objetivos como faróis sinalizadores em meio às nevoas e incertezas do porvir.

A ação cultural do dia 28/11/2008, promovida pelo Tático Cultural pode ser interpretada como um destes passos pequenos, mas bem dados em direção à construção maior que o Tático mantém na sua alça de mira. Aos que desanimam facilmente está reservado um espaço confortável e obscuro na mediocridade. Em contra partida aos que buscam seus objetivos amparados em ideais maiores a história guarda um lugar de honra na galeria dos vencedores. Bem sucedidas são estas pessoas que contra tudo e contra todos tem levado avante seus sonhos em benefício do bem comum. Neste bem comum se incluem até mesmo aqueles que, com seu pessimismo, seu sarcasmo e seus sentimentos de fracasso insistem em enxergar com lentes desfocadas as obras dos que se propõe a lutar sem descanso por uma sociedade melhor, mais humana e mais justa.

João Drummond

Cônsul de Poetas Del Mundo

Membro do Tático Cultural -

SETE LAGOAS/MG


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ponto de intervenção


click na imagem para vê-la ampliada



PONTO DE INTERVENÇÃO
Curadoria – Demétrius Cotta
Realização – Coletivo Tático Cultural
Apoio – Rede aan! ( reservado aos veículos que poderão apoiar )

Dia – 1 de dezembro
Local – Casarão / Sete Lagoas – MG
Hora – Abertura da exposição partir das 20 h
Horário de visitação - durante a semana/ 8h às 17h
Sábado – 8 às 12h
Tel. Curadoria : 31 3772 2741
Tel.: Casarão : 31 3772 3878

Apresentação/ Desenvolvimento:

Exposição concebida dentro das atuais tendências colaborativas perante a interferência nas obras de alguns artistas, por eles mesmos ou, pelo público que visita a mostra. Essa intervenção pode ocorrer diretamente sobre a obra ou, ao lado, acima, enfim; nas imediações da mesma.
Essa ‘quebra’ da seqüência estilística do autor justifica a titulação da mostra que considera as possibilidades lógicas de combinação, entre o número de artistas participantes, como algo muito perto da infinita possibilidade combinativa. Nesse sentido é possível prevê certas possibilidades de ‘fusão’, e passível de subversões. As possibilidades combinatórias não acontecem pela óptica da sintaxe clássica.

É uma exposição “viva” que foi planejada para pulsar de acordo com as intervenções propostas durante a permanência da mesma no recinto da exposição.
Questiona princípios relacionados à seqüência lógica de um sistema qualquer.

Ponto de Intervenção é uma oportunidade contingente que pode favorecer a formação do discusso estético/cultural em nossa cidade e região, respeitando suas singularidades e, ao mesmo tempo, levando em conta suas peculiaridades como grupo social. Essas características específicas, parece ser ainda um desafio a ser alcançado pelos diferentes profissionais que atuam em espaços que buscam atender ao público cultural.
Para saber mais sobre o Referencial Teórico que fundamenta a exposição visite:



Referencial teórico :

A exposição de arte é um evento que implica um percurso discussivo que pode contribuir edificar e elevar o ser em sua interpessoalidade. Um percurso de análise semiótica a faz imprimir aspectos como intersubjetividade, transtextualidade e intratextualidade. Aspectos híbridos e relações texto-contexto.
Perante a realidade local, é necessário afirmar a existência sígnica de uma exposição em torno da sua importância social, desde que a mesma produza conteúdos com referenciais programáticos e desvende nichos de importâncias segmentadas ou gerais que beneficie a comunidade.
Na condição de ser pensante, cada sujeito é único e atua conforme suas competências e sua história de vida. Faz-se referência às experiências pessoais de cada um e, principalmente, à forma como cada um percebe seu trabalho, o ambiente, suas necessidades, a organização. Este aspecto está estreitamente
relacionado com as questões relativas à natureza das tarefas, ao conteúdo simbólico do trabalho, e aos sentimentos de prazer e sofrimento no trabalho, pois referem-se à subjetividade e à intersubjetividade dos sujeitos. Questões com profundo viés filosófico podem ser um vocativo à natureza de uma mostra de arte consciente e planejada, somados à sua natureza semiológica, nesse caso , foco no interpretante – o efeito sobre alguém em virtude do qual a coisa em questão é um signo para esse alguém, o intérprete – o alguém. Esse processo semiósico é o processo em que alguém se dá conta de uma coisa mediante uma terceira. Trata-se de um dar-se-conta-de mediato. (cf. Charles Morris)

O “ponto de intervenção” define-se como designatum, alusivo ao arbitrário e diferenciando-se dos aspectos retilíneos, negando o propósito historiográfico e contribuindo para que os processos colaborativos expandam dentro das ações inclusivas atuais. Dentro dessa arena aparece os atores e dentre os atores que podem orquestrar estão os curadores.
Esse trabalho é considerado aqui, como um dos fatores estruturantes dentro do contexto sociocultural, uma forma de satisfação, por proporcionar aos sujeitos a realização de si mesmo através de um ofício, de uma atividade. Essa função está vinculada ao reconhecimento social e à valorização do significado cultural do trabalhar. Esse processo laboral é entendido como propositor de um sentido e uma função, merecendo aproximação teórica satisfatória compatibilizada pela demanda reprimida e apartada das relações culturais com o interpretante e o intérprete. Nesse sentido sugerimos uma aproximação de proposta teórica compatível com a semiótica dentro dos seus campos: Sintaxe, Semântica e Pragmática que podem ser o referencial para se iniciar os estudos da realidade local e a adequação dela ao resto do mundo. Além do que, podemos alinhavar esse processo com Arte e Cultura como formas de fortalecimento do sujeito social e da identidade cultural.



Bibliografia: 1- Charles Morris, 1959, Foundations of the Theory of Signs, Chicago: University of Chicago Press..
2- Fidalgo, António – 1998, Semiótica, a Lógica da Comunicação (3ª parte)